domingo, 9 de maio de 2010

Take the hard part, be my last stop.

“É, ela é a minha {melhor} metade. Não, eu não consigo parar de sentir o pior. Sim, ela não quer admitir de novo a dor. Meu corpo está tremendo faz horas, pelo contrário do comum, não existe como ele parar. Tantos rostos, musicalmente desesperados, flashbacks rápidos. Falo sozinho sobre você, você sempre é o “ti” das minhas frases, cria as minhas sentenças. Elas são eternas...Você é todas as músicas que me arrepiam, todos os nomes dos créditos dos filmes, as iniciais banais, as cores que eu não consigo diagnosticar, os sons propositalmente parados, os batimentos maçantes, a espera que nunca cessa, o tempo sem horas. Esperante. O seu sangue, o meu sangue, a mistura fatal. Temos todos os finais, ignoramos todos os sinais. O mesmo gelo, a mesma faca, foi você quem quebrou o meu antigo coração, o novo machuca. É como se houvessem tantas facas, meu corpo apenas sente o frio, o ar dos meus pulmões inexiste, mais uma vez você o secou. Não posso mais ligar a TV, o PC. Manipula as ondas sonoras e deixa todas elas sentimentais, nada mais aflora.
Poderia me dizer por quê não consigo lhe odiar tanto quanto te amo? Talvez eu analisasse a resposta se me desse algo para ser compartilhado com o eco. A música que significa morte à nós você não quis escutar, estou escutando-a agora mesmo. Gosto da melodia que me dá um pequeno ataque de glicose, acho que sempre serei o masoquista doce, seu meloso friamente desgostoso, me mate de açúcar, por favor? Acabei de sorrir ao lembrar de uma imagem feliz à respeito de nós, tem jeito não é? Eu e você. Coisas em volta de mim dizem que eu estou tremendo demais, outra nota e nada mais. Todo esse tempo eu me impedi de auto-enganar/machucar pela sua pessoa, mas depois daquele telefonema, sua voz chorosa, seu texto copiado e treinado, me faltou emoção. Suficiente? Eu poderia dizer que está tudo acabado, mas, eu não tenho esse poder, pois você ainda tem poder sobre mim, acho que gosto de me sentir fraco ao saber que é você toda a causa e efeito. Sou nada, essa é a sensação. Meu tudo, tome esse maldito dia e me tire da linda noite, os raios me cortam. É a garota dos cabelos perfeitos que os cria, magicalmente. Vou morrer na escuridão, gosto do drama que ela carrega, soa mais agradável parar de chorar. Vai matar na sensação, gosta de me tornar mais incapaz, só soando amável para me derrotar. Posso narrar surpresas, sorrir em casos cheios de cacos, escondo a dor de um modo que quando meus olhos a mostra à todo momento, eu finjo não notá-la, você também. Não sentir saudades de você é como dizer que posso ficar sem respirar, mesmo contra minha vontade. Quais são as minhas vontades? Quais são as suas vontades? Essas “respostas” dariam ótimas “perguntas”. Me recuso a aceitar que deveria ignorar esse novo sinal, todas as vozes se convertem na sua. Adivinha qual é a música que estou escutando agora? Aquela que você sabe que costumo escutar quando estou mal. Sempre péssimo, é assim que estou. Não canso do repeat, já cansei de tanta coisa, porque você não sai da minha vida? Não, não saia, ela perderia o sentido que já lhe falta. Eu não consigo. Pronto, eu disse e admito até o fim, você é a minha maior inspiração, se envolve em cada palavra que sai da minha garganta, destrói a delicadeza dos meus desenhos, se atreve a me encarar e dizer: “Ninguém vai te amar tanto como eu te amo.” E eu amo esse seu clichê. Minhas nossas, você está em todo lugar. A facilidade e dificuldade... da mais linda voz da mais linda criatura, eu lhe amo. A minha perfeita me deixa tão bobo, falo por terceiros, ele está bobamente apaixonado. A tristeza e a felicidade... de tudo mais sagrado que pode/deve existir, ela me ama. Essa bobeira é o que move as minhas veias, esqueci do momento, o deixei passar. Nada adiante. Meu sorriso + sua risada = um teatro da vida real. É minha peça favorita, seja pelos figurinos clássicos, os textos calados, os eternos apaixonados. O sorriso me invadiu, logo terei risadas intermináveis. Porque teima em fazer isso? Me deixar tão presa-fácil, tão rápida quanto a bala que me viaja. Você é a minha depressão. Você é a minha endorfina. A solução, a magia, todas as possibilidades em minúsculos meios de fusão contra o futuro. Me faz escrever as coisas mais lindas e fáceis/difíceis de se transpor, dificulta o parar do ultrapassar. Acabei de ver o motivo de me sentir tão abaixo do solo, sem luz, sem ar: suas mentiras abomináveis. Veio a lágrima invisível, tomei a secura sem querer, outro desprezo, outra categoria. É por isso que não nos damos bem, você me faz mal, sempre me esqueço disso. Um dia essa lembrança vai ficar fincante, assim espero.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário